Fazer perguntas é uma forma muito eficiente de ajudar uma pessoa a se organizar e trazer mais consciência sobre as questões.

Nos processos de coaching é a técnica mais utilizada, daí se falar em “perguntas poderosas”, porque a pergunta certa é fundamental para que se encontre a resposta procurada. As perguntas poderosas ampliam o horizonte e encorajam à ação.

No livro “Ei! Tem alguém aí”, de Jostein Gaarder, o visitante do espaço Mika sempre agradecia por uma boa pergunta – e pela oportunidade de formular uma boa resposta. Incorporei esse hábito ao meu cotidiano e quando alguém me faz uma pergunta muito boa, imediatamente eu agradeço pela mesma.

Para escrever este texto, consultei meu livro de técnicas e ferramentas de coaching e lá encontrei mais de uma centena de sugestões de perguntas poderosas para aplicar ao processo com o coachee.

Mais de uma centena! Mas a mais poderosa de todas não estava lá.

“Onde está seu coração?”, ouvi de Marianne Franke-Gricksch num workshop de Constelações Familiares e Sistêmicas no Porto, em junho de 2019. Em resposta à minha questão, essa pergunta da pedagoga, professora, educadora e terapeuta alemã – uma das maiores especialistas em Pedagogia Sistêmica do mundo – me jogou em um turbilhão de emoções e pensamentos. Ela queria saber quem realmente estava fazendo a pergunta: o indivíduo, a mãe, a terapeuta… Por que aquela questão era importante para mim? Só depois de saber isso ela poderia me responder, e a resposta era para mim, somente para mim.

Onde está seu coração? Quando desenvolvia processos de coaching, eu dedicava uma sessão inteira para dissecar o objetivo do coachee e por que esse objetivo era importante para ele. Não é incomum que desenhemos objetivos achando que vamos alcançar um determinado resultado e, mesmo atingindo o objetivo, o benefício esperado não era realmente aquele. Olho agora em retrospecto e fico pensando: não teria sido muito mais simples perguntar simplesmente “onde está seu coração”?

Convido você a fazer este exercício. Frente a uma questão, um problema, uma angústia, pergunte a si mesmo: onde está meu coração? E deixe-se levar profundamente nessa viagem.

Quer conversar sobre isso? Já marcou sua conversa sistêmica?

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